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Na preparação de "VERSOS EM MOVIMENTO"
Com o bailarino Alan Rezende 02/10/2009
Novas fotos da peça VERSOS EM
MOVIMENTO ver em AGENDA
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Comecei a dançar ballet clássico em 1963, quando eu tinha 9 anos numa escola pública do Rio em Copacabana, a Marechal Trompovsky. Minha querida professora parecia ter saído dos contos de fada. Era Dona Irina, não me recordo do sobrenome. Ela viera da Rússia para tentar viver no Brasil. Não sei como ela foi parar ali, mas as escolas públicas naquele tempo eram tão boas, que na minha tinha um palco com uma barra de ballet. Foi pra mim um sonho indescritível. Ainda me lembro do cheiro da malha nova, da Petit Ballet, e da minha tristeza de quando após um ano, minha professora passou a trabalhar numa academia particular, e não pude acompanhá-la por falta de grana. Então com o primeiro dinheiro do trabalho de modelo, aos 14 anos, comprei uma sapatilha de ponta e ficava em casa dançando. Eu amava música clássica. Como isto não agradava muito a ninguém, então bolei uma estratégia para dançar em paz: quando não havia ninguém em casa, eu colocava minhas bonecas na sala e dançava para elas. Assim me tornei “coreógrafa”. Só pude voltar a estudar dança aos 26 anos, passando inexplicavelmente para o quinto ano pela aprovação da professora Barbara do Royal British Ballet, no Ballet Dalal. Aschar. Lá, tive a sorte de ter sido aluna do incomparável professor Denis Gray. Eu tinha ido levar minha filha, Ramona, para fazer aula, mas ela não gostava muito. Eu acabei fazendo. Ela disse que estava impressionada como mantive o jeito, sem ter feito aula por 20 anos. Em 1986 ganhei um premio de coreografia, no Ballet Dalal Aschar com a coreografia DANÇA DAS BONECAS, que fiz com as minhas próprias bonecas que havia guardado. Categoria especial. Eu dancei com elas, e pra elas, no palco do Teatro Villa-Lobos, aos elogios do rígido professor do Teatro Municipal Denis Gray que me disse parecer com Isadora Duncan. Minhas bonecas e eu fomos premiadas! Apenas mais tarde em 2003, soube a triste notícia, pela Dona Eugênia que era sua amiga, que dona Irina morreu no incêndio do Hotel Nacional. Junto com as outras atividades (modelo, atriz e cantora) a dança fez parte da minha felicidade por 15 anos. Em 1988 coreografei o filme de produção americana Boca de Ouro. Trabalhei como professora de alongamento por alguns anos. Fiz parte do Corpo de Baile do Scala-Rio (Direção Mauricio Sherman), o que era totalmente preconceituoso pela maioria dos bailarinos da época. Que pena, perderam a deliciosa, educada e bem humorada direção do coreógrafo Antônio Negreiros (formado na Escola de Dança do Teatro Municipal). Além das danças comuns à sociedade, fui uma espécie de "bailarina de Deus" sendo sacerdotisa por 33 anos, coreografando e dançando nos belos eventos espirituais da Irmandade Espiritual Estrela D´Alva. Isto é inenarrável. Mas a dura vida de uma bailarina, naquela época, tendo uma filha para educar, me levou para os rumos da TV, o que gosto menos. Infelizmente tenho poucas fotos e imagens de toda esta época. Mas ainda estou pesquisando-as, estarão em breve neste site. QUEM CANTA E DANÇA, É FELIZ!
CURSOS: 1) MERCEDEZ BATISTA (Afro) 2) ROLLAND DUPRÉE (US- Jazz) 3) LAUREN MACKLIN (US- Contemporânea) 4) JANE FONDA- Alongamento (US) 5) GRUPO CORINGA (Graziela Figueroa- Contemporânea) 6) BALLET DALAL ASCHAR (clássico e flamenco) 7) CARLOTA PORTELLA (Jazz, sapateado) 8) RENATO VIEIRA (Jazz) 9) BETH OLIOSE (Clássico) 10) CARLOS MAGNO (Contemporânea). 11) ACADEMIA ARTE E MOVIMENTO (atualmente faço Jazz e Ballet)
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