Revolução - Brita Brazil

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"Revolução"
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Canção para não dormir

Por ter passado a vida sozinha,
usei mais o pensamento como expressão.
Vasculhei todas idéias do meu coração.
Tive espaço de sobra na rede, minha cama de índia,
pra me espreguiçar.
Foram diálogos intensos com a solidão.

Por ter passado a vida sozinha,
tive tempo de descobrir a felicidade no silencio,
de sentir minha expansão por dentro,
sem ter que dar explicação.
 
Por ter passado a vida sozinha, percebo todos olhares e cada intenção,
noto a presença de espíritos, e de sua evolução.
Por ter passado a vida sozinha, não quero mais nada que não seja meu.
E como de meu não há nada, então fica aqui esta canção que me ocorreu...
 
BRita BRazil 2 novembro 2011

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BRita BRazil faz poemas como se fazê-los fosse fácil, como quem tira da terra, cavando com as mãos cada um de seus versos. A natureza está nos seus olhos, nas suas mãos e, como é lógico, na sua vida. A diferença é que ela a utiliza como se fosse ela a única proprietária de tudo de lindo que nos cerca. Mas age com tanta naturalidade que nem dá na gente direito ou vontade de reclamar...”

Chico Anysio

 

 

 

NATAL        -       MUITO PRAZER      -      O TEMPO      -      DISPAREI 

BRIGITTE     -    ABAIXO    -    FÉLIX, O GATO     -    O ESVANECER DA VIDA

TRANSMISSÃO      -      SER MÃE      -      AMIGO

 

NATAL

Não me fale em NATAL.

Meu Jesus, eu conheci de perto:

convivi

aprendi

e absorvi.

Ele é real.

Nasceu em Belem do Pará

a zero hora do dia 25 de dezembro

Portanto, não há mais NATAL,

seu dono o levou.

To zerada.

Só existe o amor, o sorriso e a flor.

o resto, micou.

 

MUITO PRAZER

Não sou isto, nem aquilo, nem assim, nem assado.

Não sou Márcia, não sou BRita, não sou moda, nem mulher.
Não me rotule, não me aprisione,

Você vai se cansar, pra me entender.

Sou uma atriz q dança

Uma bailarina q canta

Uma cantora que atua.

Na verdade, só uma poeta q vive.

 

 

O TEMPO NÃO EXISTE

O dia nasce, a planta cresce, o galo canta, a vida passa. Mas o tempo, não existe.

As nuvens andam, o Sol se põe, a chuva cessa,

a vida apressa. Mas o tempo, não existe.

A pele muda, o corpo sente, mas o beijo fala que estou presente.

Então o tempo, não existe.

Agora entendo, realmente, que a vida, é o momento.

 

 

DISPAREI

Será o Homem contrario à Natureza?

Ele não se adéqua, não se adapta, não se integra, não se entrega.

Será que somos realmente da Terra, ou viemos do espaço para destruí-la?

Claro, aí está o elo perdido: então somos nossos próprios alienígenas.

Se para pisar neste solo temos que asfaltá-lo, afastá-lo,

por cimento no chão, tampar sua respiração, calar sua pulsação.

E isto é chamam de progresso, e até de evolução!

 

Por que ainda hidroelétricas, se já temos a solar?

Por que cortar as árvores, para nos colocar?

Somos menos pássaros, menos cheiros, menos verde.

Somos aço, somos ferro, somos prédios juntos, grudados

Somos conjugados, isolados, corredores, elevadores

Somos postes, somos fios de alta tensão

Somos muros, arames farpados

Somos carros, somos caros

coisas fúteis, inúteis

somos lixos,

desperdícios.

Somos a consequência de um raciocínio ilógico.

Somos a propaganda enganosa, omissão às crianças,

vendendo à elas o dano à Terra, em seus objetos de diversão.

A Economia gasta fortunas em sonhos fantásticos, vendendo ilusão.

Cadê o projeto pro mundo?

Ele é privado, comprado, corrompido, isolado, exaurido.

Os Governos trabalham para poucos.

Somos empresas, somos números de identificação

Protocolados. Sem registro, não se é cidadão. Prisão.

 Somos coisas, somos datas, somos o Homem, que ainda está por vir.

Mas pra ele existir, vai depender de uma milagrosa transformação.

 E de muita ação.

 

Brigitte

La Madrague, Saint Tropez

eu modelo, ela atriz

mulher feminina,

 menina sozinha

                                                 

A cobrança a invadia

pelo mar, por terra,

por todo lugar

 

Como se defender?

Em quem acreditar?

Nos animais, amor e carinho.

Ninny, Pichnoux,

suas cadelas queridas

suas melhores amigas

 

                Nem mesmo a beleza, a fama, e o poder

me impediram de perceber

que por trás daquela  imagem

habita um tão puro Ser

 

ABAIXO

A hipocrisia

A pedofilia

A maldade fria

 

Abaixo o desrespeito

pelos Deuses que chegaram primeiro

ao massacre à cultura indígena, que é pura poesia.

Cadê a mitologia africana arrancada de nós?

 

Abomino a colonização

O tesouro em ouro, até agora roubado

E o povo calado

 

ESPÍRITO É AR, EM LATIM.

Não precisamos de dogmas pra existir.

Somos o que fazemos

Não o que dizemos

 

Como é fácil conquistar um povo carente

onde a ajuda política é ausente.

Só mesmo o carnaval para fazer parecer tudo normal.

 

 

FÉLIX, o gato

Félix me ensinou a ser discreta,

ser sincera, ser selvagem.

Ser verdadeira, de verdade

 

Ele me ensinou a me calar na hora certa

a ser esperta no meu reflexo,

a ser inteira

 

Ele me vasculhou por dentro, me renovou.

Filosofias se foram.

Ele me refrescou o pensamento

e agora, sou só momento.

 

O ESVANECER DA VIDA

(à minha mãe Hilda Brito)

 Vejo a vida escorregar das minhas mãos

como é duro o tempo, é limitação,

dói demais ao coração.

Camisa de força para meus sentimentos,

estou louca, por compaixão.

 

Eu falo, repito, falo de novo, torno a repetir.

Só depois ele ouve, pegou a trilha da solidão

embarcou na doença da mente, está ausente. Abstração.

 

Neurônios? Então somos neurônios?

Então por que somos, se a vida parte tão cedo,

de forma errada, e sem razão?

Pra que coração, se não podemos usá-lo

em sua total dimensão?

Agora, eu vi o tempo realmente passar.

Não adianta oração.

 

Quero morrer, pra não sentir mais a dor do mundo,

morrer de amor profundo, dentro de mim.

A idade transforma a vida em saudade.

Não quero mais explicação.

 

TRANS-MISSÃO

 Vou morrer de tristeza, de agonia,

 vou morrer queimada, no ninho da floresta sofrida.         

 Vou morrer no morro, pobre, preta e esquecida,

 vou morrer no asfalto, de bala perdida.

 

 Vou morrer na fila, na porta da farmácia, à noite

 ou da Igreja, de dia.

 Vou morrer na pedreira, tirando ouro a vida inteira.

 

 Vou morrer de vontade, de desgosto, de saudade

 vou morrer isolada, muda, calada

 vou morrer sufocada afogada nas lágrimas

 vou morrer de amor.

 

 Sou simples, sou normal

 atriz que canaliza a vida

 só sinto tudo, dentro de mim

 

 Sou médium, aparelho, espelho

 vou morrer de morte natural, num hospital

 ou de coração?

 Sei não.

 

SER MÃE

 Ser mãe é deixar a Natureza explodir dentro de você,

pra sair um ser.

 

E cuidá-lo pro mundo,

sem julgamento.

E estar por perto

a qualquer momento.

 

Amigo

AMIGO
É aquele quem não te cobra nada,
que aceita visita improvisada,
que te ouve, quando você está numa enrascada.
 
Amigo tá sempre alí.
Onde você pensava estar vazio, ele traz um cobertor, pro frio.
Se fica sem te ver por séculos, retoma a conversação: pura conexão!
Amigo não se surpreende, porque aceita o melhor e o pior de você, sem condenação.
Amigo se engana, acerta, desperta tua intuição.
Amigo, é mais que um irmão

 

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2005

Meus poemas foram belamente

encenados no Poema do Século

com só de outras poetas

Direção Claudio Filiciano

2005

CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA com GEAN QUEIROZ

2006

Com a poeta Gloria (Colômbia)

2006

Em HISTÓRIA DA NEGA BRITA- XIV Congresso BRasileiro de Poesia

Veranópolis-RS

 

2006

Levando poesia no teatro à favela de

Pequerí Rio

2006

Encantada com o poeta DALMO SARAIVA

Poetando na viola Bento Gonçalves-RS

2007

Apresentei poesias no PontoOrg, Junho, Niterói com poeta Gilberto Maha

 

2007

Com o poeta Daniel BRasil, levando poesia na Escola MUNICIPAL BENTO

GONÇALVES- RS

2007

Com a querida poeta MARIA CLARA

Rio Grande do Sul

2007

Com JJ, presidente da

CAPPAZ-RS

2007

Com poetas da CAPPAZ no Congresso de Poesia

 

2007

Congresso com a sorridente poeta Regina Santana

2007

Recebendo certificado para ser Presidente Regional do RJ da Confraria dos Artistas e Poetas pela PAZ

Sendo homenageada pela ACADEMIA PAN AMERICANA DE LETRAS, RIO de JANEIRO, 2006

Com poetas no RS

À esquerda minha querida Joyce